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No Torus Lab do Tempo acreditamos na importância de desenvolvermos a compreensão sobre temporalidade e visão de longo prazo. De repensarmos os valores e hábitos de existência para a próxima era enquanto nos movemos para a próxima hora.

Na primeira metade de 2020 desenvolvemos projetos com esse tema como uma edição do Temporal – nossa experiência de aprendizagem que é um mergulho no tempo – dedicada a estudar o tempo ancestral africano em conexão com a comunidade, com o presente e com o planeta.

Realizamos também um estudo apresentado a empresas e coletivos criativos sobre movimentos que apontam esses novos valores e hábitos de existência. Uma próxima era: questionadora; especulativa; feminina; ecológica e regenerativa; espiritualista; tecno-humanista, transversal; decolonial, antirracista e pró vidas pretas e pró vidas indígenas; pluriversal; caórdica; abundante; essencialmente, temporal.

Compreendemos a importância para a próxima era dos pequenos passos, de sobrevivemos também à próxima hora. Como nunca, rituais se fazem necessários para que possamos pactuar coletivamente com novos hábitos de existência, novas temporalidades. E, para isso, sabemos da importância de libertarmos o imaginário.

Demos início então a uma jornada exploratória de autoinvestigação que nos convida à descolonização temporal. Utilizando como ferramenta um artefato vindo das antigas culturas mesoamericanas que ressoa também com a temporalidade ameríndia pindorâmica do continente-país que hoje chamamos Brasil. O Tzolkin, um sistema de calendários que é também uma tabela periódica de 260 frequências do tempo. Combinações que consideram qualidades fractais vivas que pulsam em ciclos de 13 medidas: 13 dias, 13 vinais, 13 luas, 13 anos… Pequenos e grandes ciclos que chamamos de ondas encantadas e que, como maré, carregam energias que existem em pessoas, em comunidades, em planetas, estrelas, em todo o kosmos.

Nesse sofisticado sistema, resgatado em um evento global em 1987 que nos sentimos parte chamado Convergência Harmônica, estamos no ano 33 de um ciclo que renasce a cada 52 anos (4 x 13) assim como os ciclos e estações de estrelas que giram ao redor de si e de outras. O 1° Novo Ciclo dessa contagem.

Cada novo ano ou anel solar recebe uma das 260 energias do Tzolkin. Codificando esse ano, estamos no anel da Tormenta Lunar em que encaramos o desafio tempestuoso da crise climática e das mudanças que se fazem necessárias ainda nessa década. Em um evento na noite de 14 de Dezembro, abençoados por um eclipse e uma lua nova de um dia Sol Cósmico, (re)começamos um novo exercício coletivo de sentipensar o tempo: a cada dia nos conectamos com uma nova frequência por meio de perguntas que ecoam e nos convidam a refletir sobre qualidades do tempo presente.

A cada 13 dias, começamos uma nova onda encantada. A onda do Dragão trouxe um chamado ao início desse novo tempo. A onda do Mago nos convidou a estarmos abertos ao encantamento dessa jornada. Na onda da Mão realizamos um trabalho prático nas nossas curas individuais que também são curas do coletivo. Na onda do Sol passamos a iluminar aspectos das nossas vidas com a responsabilidade de também iluminarmos a vida uns dos outros. Na onda do Caminhante do Céu exploramos novos territórios e possibilidades de (co)existência. Encerramos a onda do Enlaçador que nos faz deixar ir o apego e o controle, para estarmos abertos a novas oportunidades.

Hoje é o primeiro dia de uma nova onda encantada. A onda da Tormenta Azul. Nos perguntamos qual será nosso propósito ao longo dos próximos 13 dias. E o mantra-código do kin nos dá uma sugestão: catalizar nossa própria energia. A Tormenta é um arquétipo que fala sobre autogeração. Em meio ao caos, ao invés de sermos levados pela tempestade, no Torus Time Lab buscamos o nosso centro e utilizamos o movimento como uma oportunidade de autogeração. Eu te convido a fazer o mesmo.

Somos um laboratório independente e o suporte da nossa comunidade é muito importante. Tornar-se um membro da nosssa Guilda de Viajantes do Tempo a partir de uma assinatura mensal ou anual é uma das maneiras de fazer esse trabalho possível. Os membros da Guilda tem acesso a sessões gravadas e aos grupos nos quais estudamos o tempo e vivemos processos de autoinvestigação em conjunto. Todos os conteúdos e experiências estão acontecendo tanto em português quanto em inglês, nós te perguntamos e você escolhe qual participar.

Já nos conhecíamos de outros tempos. Estamos aqui para nos reconectar e relembrar. Para escrevermos nossas próprias narrativas cósmicas no berço da história. É muito bom te ver de novo e de novo.

Boas-vindas à nossa Guilda, viajante.